sábado, 19 de abril de 2008

As ondas da vida...





"Se as ondas desta vida destruírem tua fé
Fazendo que duvides de que em breve voltarei
Volve os olhos ao passado, vê na cruz o meu sofrer
Queres provas mais do que esta: tanto amei, que a vida dei

Pensas mesmo ser tão fácil esquecer o que falei
Se na história deste mundo os meus pés já empoeirei?
Mesmo que uma mãe viesse de seu filho se esquecer
Ainda assim não haveria de me esquecer de ti

Mas ainda que demore ou mesmo que pareça
Um dia prometi voltar e pronto estou a cumprir
Mas ainda que demore ou mesmo que pareça
Eu não me esqueci de ti, virei outra vez"

by Jader Santos.

Essa música tem sido o bálsamo da minha vida, juntamente com todas do CD do Grupo Prisma 25 anos.

O momento não tem sido o dos mais felizes...
Na verdade estou buscando forças agora mais do que nunca.
Percebi o quanto é importante o meu trabalho voluntário (assim esqueço meu mundo e trabalho em busca de um sorriso).
Meus alunos parecem terem visto a minha tristeza, resultado: colo, mensagens de madrugada no celular, paparicos extras coisas que só eles podem fazer.
Minha mãe não diz nada, ela sabe que agora esse momento é meu.
Caí num buraco profundo de tristeza, eu sei o quanto essa queda doeu...mais eu também sei que existe um DEUS todo poderoso que entregou o filho na cruz do calvário por mim e, sei que esse mesmo DEUS é o que permite eu ver o nascer do sol como foi hoje cedo.
Vou seguir, e agora mais do que nunca vou proteger algo que é extremamente sensível e frágil.
Prometo a mim mesma que NUNCA MAIS caío nessa.
A lição foi dolorida, porém, foi a última.
DEUS, atende a minha sara-me o mais rápido possível.

domingo, 6 de abril de 2008

Ligações Químicas





Qualquer semelhança é mera coincidência.













Precipitei-me, sim, eu sei.
Mais uma vez, meti os pés pelas mãos, quis dar um passo maior que as pernas... colher os frutos verdes.
Eu tinha tudo, posteriormente (?) dona de teus pensamentos, teus atos e teus sentimentos. Sabia do poder psicológico, intelectual e carnal... aproveite-me, usei-te para afogar antigos sentimentos, brinquei, joguei, seduzi e...

... não arrependo-me. Não arrependo-me do momento, antes bem arrependido, hoje melhor digerido. Sinto falta. Falta de coisas que jamais imaginei sentir. Falta talvez do que sempre abadonei.
Hoje, ao ver casais, tão diferentes entre si, mas tão juntos entre eles. Aprendi o que a física há anos tenta ensinar os humanos, e eles, com seu pensamento sempre autista e centrista não conseguem ver, ou entender: "Cargas iguais repelem-se. Cargas diferentes atraem-se".
Como conseguir à força, o que antes consegui sem pensar e naturalmente? "Não pense, seja você". Primeiro conselho que os lábios e a mente emitem, mas... não tem como ser eu, ou "o outro eu de mim mesma", pois agora jogo. Jogo comigo mesma, um jogo que eu mesma inventei, e que o qual, inconscientemente e precipidamente te coloquei para fora, nem como espectador, nem como cliente na fila de espera. Simplesmente tirei-te as chances...

... e arrependo-me. Arrependo-me da crueldade, contigo e comigo. Do impulso. Das cobranças. Dos pensamentos. Das grosserias. Dos olhares. Dos ciúmes planejados. Da humilhação. Do silêncio.
Conheci melhor o que sempre acreditei conhecer. E mesmo depois do arrependido-não-arrependido, ví você. E ao ver tão claramente, deseperei-me. Desespero leva a impulsividade. Medo leva à agressividade. E o pavor do desconhecido leva à solidão.
Prometi guardar-me, guardar-te, mas agora não quero mais. Quero gritar, meu bem, para todos. Gritar ao mundo da matéria de prótons e elétrons, que o núcleo central deles, que a igualdade deles... é neutro, neutron... é verdadeiro, é o certo. Se neutralidade é estabilidade, preciso de você agora, para girar em torno de um todo neutro, único. Poderei chamar de paz?
Mas como?
Já não sei mais. Resta-me pedir perdão e rezar para que esse mundo magnético e físico (o verdadeiro), obedeça as leis dele mesmo e faça um novo átomo, tão desejado por mim.

Perdoa-me?
Aguardo-te, nesse mundo moléculas não similares.

Até a próxima ligação covalente. Ou não.


Essa semana aconteceram coisas e coisas.
Essas coisas machucaram e chorei mais do que imaginava - pra variar!
Daí recebi esse texto de uma amiga distante (que tirou de não sei da onde).

Ela disse que parecia com ela, na verdade... eu tenho um pouco desse texto na minha vida.
Ás vezes troco os pés pelas mãos e fico como estou agora.
Meu DEUS se eu pudesse voltar no tempo.
Não tenho controle de situação alguma, mais se pudesse voltar no tempo não haveria situação.
Não estou lamentando o que passei...
Só estou sentindo as feridas.
Quero colo!!!
Cafuné e sentir um cheirinho
Fiquem com DEUS e tenham uma boa semana.